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Representantes de setores da indústria contemplados com diminuições de impostos pediram à equipe econômica do governo, a extensão dos benefícios fiscais. Eles se reuniram ontem, terça-feira(28), com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para relatar os efeitos das desonerações sobre a produção e as vendas.

Além de pedirem a extensão do prazo dos impostos reduzidos, os empresários também solicitaram a inclusão de itens na lista de produtos beneficiados. De acordo com os empresários, no entanto, o ministro prometeu analisar os dados sobre crescimento das vendas, mas não se comprometeu a acatar nenhuma reivindicação.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover, pediu a prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção por mais um ano. “Já estamos no terceiro ano de desoneração. A ampliação em mais um ano seria importante para manter o desempenho das vendas de materiais de construção”, declarou.

Presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Claudio Conz pediu a inclusão de mais 50 produtos entre os materiais de construção com imposto reduzido. Atualmente, 46 itens do setor são beneficiados com a desoneração.

O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, entidade que representa os fabricantes de produtos da linha branca, também reivindicou a prorrogação do benefício até o fim do ano. “Nós pedimos que o ministro pelo menos conceda a prorrogação que pode dar”, declarou. O IPI reduzido para máquinas de lavar, fogões, geladeiras e tanquinhos acaba na próxima sexta-feira (31).

Kiçula pediu ainda a diminuição permanente para alguns produtos da linha branca para padronizar as alíquotas. “Para as lavadoras automáticas, que pagam 20% de IPI, pedimos 10%. Para as lavadoras semiautomáticas, que pagam 10%, pedimos alíquota de 0 a 4%”, alegou. Ele disse ainda que a indústria repassou totalmente a queda de imposto para os lojistas durante a vigência da desoneração.

Contemplado com IPI reduzido até 30 de setembro, o setor de móveis também solicitou a extensão das alíquotas reduzidas até o fim do ano. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Moveleira (Abimóvel), José Luiz Fernandez, a prorrogação ajudará a aquecer as vendas no fim de ano. “Se o pedido for atendido, todos os móveis que chegarão às lojas até o fim do ano terão desconto de pelo menos 5% no preço”, destacou.

 

Fonte: Extra Alagoas

Postado por Lucas
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A Todeschini recebeu os prêmios de Maior empresa por receita bruta e Empresa mais rentável do setor de móveis no projeto 500 Maiores do Sul da revista Amanhã. A cerimônia que aconteceu na terça-feira no Plaza São Rafael homenageou as 100 maiores empresas gaúchas. No ranking geral a empresa ficou na 70º posição.

Em 2011, o faturamento da Todeschini cresceu 10,5% em relação a 2010 – aumento que acompanhou a abertura de 120 lojas. Ainda que o desempenho do setor no ano passado tenha sido fraco, a empresa soube aproveitar as oportunidades de fazer bons negócios. Uma delas foi o aquecimento da construção civil – alimentado, entre outras coisas, pelo programa Minha Casa Minha Vida. Outro fator foi a ascensão das classes C e D a novos patamares de consumo. A Todeschini tem uma linha de móveis voltada especificamente para a classe C: a Italínea, a que mais cresce e fatura no momento, de acordo com o presidente da empresa, João Farina Neto.

A produção de linhas de móveis voltadas para as diferentes faixas de poder aquisitivo é uma das estratégias tradicionais da Todeschini – assim como a aposta em lojas próprias. Outra estratégia que deve permanecer é a aposta no mercado interno. Opção comum à maior parte do setor: 95% da fabricação dos móveis brasileiros fica no país. Enquadrada na regra geral, a Todeschini exporta apenas 5% de sua produção.

Neste ano o governo federal lançou algumas medidas para ajudar o setor a escapar da turbulência nos mercados. Desde 26 de março vigora a isenção do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) para móveis, medida que permanecerá vigente até 31 de dezembro. Outra iniciativa é a desoneração da folha de pagamento, em vigor desde o início de agosto. Cerca de 95% do setor deve ser beneficiado, principalmente as empresas com grande número de funcionários.

 

Fonte: Fatto Comunicação

Postado por Lucas
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Começa a crescer no Brasil o uso de um material que permite evitar a derrubada de árvores para fabricar móveis: é a madeira plástica.

Madeira é um produto em alta no mercado internacional e quanto maior a procura, maior a área de florestas derrubadas, mas hoje já possível obter madeira sem precisar derrubar uma árvore sequer e o melhor, a partir dos plásticos que a gente descarta como lixo.

O ponto de partida para a produção de madeira plástica, numa fábrica no Rio de Janeiro, é o Polietileno de Alta Densidade (PAD). “Esse tipo de plástico é encontrado nos frascos de detergente, amaciante, água sanitária, xampu e todos os frascos de óleo do seu carro e outros que estão por aí”, fala o diretor da Cogumelo, Daniel Pilz.

Depois de triturado, e transformado em grãos, o plástico já está pronto para virar madeira. Acompanhamos a linha de montagem dos produtos de madeira plástica da empresa, uma das maiores do país.

O plástico moído é sugado por uma tubulação até o misturador. Ele recebe pigmento e um produto químico que dá aderência de madeira. Isso vira uma massa aquecida a 180 graus para ser rapidamente resfriada em água gelada, para condensar, a aproximadamente dez graus centígrados. É assim que nasce a madeira plástica.

A madeira plástica é resistente ao sol e ao frio. Tem vida útil longa: dura em média 50 anos. É impermeável, fácil de limpar e manusear, e mais: cupins não gostam de plástico e se alguém colar chiclete ou pichar é simples de retirar.

Em termos de preço, a madeira plástica ainda é, em média, 30% mais cara que a natural, mas os fabricantes dizem que basta a produção aumentar para o preço cair.

A lista de produtos feitos com madeira plástica já não é só de móveis. A empresa fabrica dormentes para ferrovias e tampas de bueiros, 30% mais leves que as feitas de ferro fundido.

São mil unidades por mês, principalmente para prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro, que viram uma forma de inibir a ação de quadrilhas que roubam as tampas para vender o ferro.

Também da fábrica saíram 40 bancos e três pontes que hoje estão no Parque Nacional de Itatiaia, e os bancos que enfeitam a praça de um shopping do Rio. O resultado é um produto que, de bater o olho, passa fácil por madeira.

Não há números oficiais sobre produção de madeira plástica no Brasil. O que se sabe é que o número de fábricas é muito reduzido e a madeira convencional lidera com folga a preferência dos consumidores.

Bem diferente da situação nos Estados Unidos. No país, a madeira plástica chegou com força. É um mercado que já existe há aproximadamente 20 anos e a madeira plástica é usada em boa parte dos ambientes externos.

Os americanos gostam porque requer menos manutenção, resiste a mofo, não apodrece e o desgaste com sol, maresia, umidade é menor – 35% das varandas e pátios dos Estados Unidos são feitos com madeira plástica. São árvores sendo poupadas.

Um deck de cem metros quadrados equivale a duas árvores de ipê. Existem pelo menos quatro tipos do que se pode chamar de madeira plástica. Eles variam de acordo com a porcentagem de madeira, PVC e polietileno usados na mistura.

O Mike Danzilio é um empresário que trabalha com isso há 25 anos e acompanhou o aparecimento da madeira plástica no país. Ele conta que adaptou o próprio negócio ao produto porque é isso que as pessoas querem. “Os americanos aprovam a madeira plástica, mas não porque é um produto verde”, explica Mike. Segundo ele, o que pesa na decisão da classe média americana é o bolso. “É uma decisão de manutenção e econômica”.

Uma varanda feita de madeira plástica custa cerca de três vezes mais na hora da compra, mas a madeira natural exige manutenção, e isso é caro no país.

Fazendo as contas, com o passar dos anos, se gasta menos com o material alternativo e menos trabalho e mais economia é justamente o que os americanos mais gostam.

No Brasil, apenas numa fábrica, são produzidas 200 toneladas de madeira plástica por mês. Em seis anos de produção, evitou-se o corte de 180 mil árvores, o equivalente a 400 campos de futebol cobertos de florestas. Diante disso, fica a pergunta: o Brasil precisa mesmo desmatar para produzir madeira?

Postado por Lucas
Tags: Diversidade Madeira móveis plástica Reciclavel
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